Fotos: Noshe
O presidente chinês Hu Jintao tem todo direito de defender sua ditadura comunista. Por outro lado, o mundo tem o direito de protestar. Espero que os atletas e jornalistas aproveitem o momento para lutar contra a censura e a violação dos direitos humanos no país. O mundo não tem mais espaço para regimes totalitários ultrapassados.
A equipe da Alemanha já marcou um golaço. Nove atletas aceitaram posar para a revista "Süddeutsche Zeitung Magazine" com o rosto coberto por retratos de presos políticos chineses. Vale resgitrar seus nomes: Petra Dallmann da natação, Eva Trautmann e Steffen Gebhardt do pentatlo; Sabine Spitz, do mountain bike; Soeren Mackeben do pólo aquático; Imke Duplitzer da esgrima; e Ute Hoepfner, Julia Bleck, Ulrike Schuemann do iatismo.
O título da matéria "Wir sind alle Chinesen" (Somos todos chineses) é uma referência a famosa frase do ex- presidente norte-americano John F. Kennedy "Ich bin ein Berliner" (Somos todos berlinenses) dita em 1963, durante visita à Berlim. A frase é um tributo à liberdade, contra o muro construído na cidade. O site da revista alemã é http://sz-magazin.sueddeutsche.de
O sul-africano Desmond Tutu que lutou contra o apartheid na África do Sul e o tcheco Vaclav Havel que ajudou a derrubar o comunismo na República Tcheca escreveram ao Comitê Olímpico dizendo: "Os atletas estrangeiros não podem ignorar a falta de liberdade que vigora na China".
O alemão Hans-Gert Pottering, presidente do Parlamento Europeu pediu: "Encorajo todos os desportistas a não ignorarem o que ocorre. Cada um pode enviar um sinal da maneira que preferir. Nenhum funcionário poderá impedir".
Vai lá Brasil. Vamos protestar aqui e pedir cadeia para os mensalões.


